terça-feira, 31 de março de 2009

O Beijo de Bairro Novo


Pois bem, mais uma vez estou com pouco tempo no computador e paciência para escrever. Segue outra experiência contista para ninguém.

À luz acesa ela pensa, reflete, sussurra. Beijo, abraço, sentidos e ruídos. Ele repete, ela reclama. Silêncio. Um homem grita no outro lado da rua, está bêbado e feliz. Ela senta. Ele, ao lado, transpira e diz:

- Que horas?
- Dez horas, porquê?


Outro beijo. Passaram agora da farmácia Pague Menos, vão seguir pela Avenida Getúlio Vargas até o gosto do açúcar findar. Ela chora, ele lamenta, mas se vai. Mãos, braços, pernas, saliva tudo é um só. Agora, a padaria já virou passado. Na rua ele reluta:


- Que mania!
- Mania, quem é você?
- Te amo!
- Vou dormir.


“Bairro Novo é lindo depois das onze horas da noite”, pensa ele, enquanto a beija já prevendo a volta a pé. A essa altura o vento ainda é brisa e brisa e lívida, mas apaixona.
- Ninguém sabe de nada. Só você!
- Você não sabe de nada! todos sabem. Menos você.
Silêncio.
- Agora!
- já?


Levantam-se e saem. Descem, sorrisos, abraços, beijos, noite. Ele está insólito. Inevitavelmente abalado, sem palavras e rubro ele some.
Ela já está na calçada de casa. É incrível como nesta parte do bairro a luz refletida pela lua estende-se pelos dois lados da avenida.


- Boa noite!
- Até nunca mais!
- Amanhã te ligo!
- Xêro!

sexta-feira, 27 de março de 2009

O Quntal da Mãe Fundarpe


Evitei ao máximo em falar de música por aqui, mas quando me deparei com a programação do Festival Quintal PE, que acontece no próximo dia 25 de Abril, no Centro de Convenções, minha reação foi irremediável. Ah não! Meu tino respondeu. Pois bem, evitava em falar sobre o assunto já que compartilho com os dois lados da “morta-fomisse” dos músicos e do público pernambucano.


Vamos à analise dos fatos:


Primeiro, vou analisar enquanto músico. Vendo a notícia do festival no site do Recife Rock, tive a notória certeza que desencadeia todo o processo de escravidão dos músicos pernambucanos. Na matéria, o cidadão discorria sobre o evento. Informou as atrações, o lugar e o preço dos ingressos. Priu. Logo abaixo, no espaço para comentários, a carapuça dos pernambucanos abraçadores de maracatus e afoxés caiu. Nesses comentários, vários diziam “R$ 50 e R$ 25 é muito caro, todas as atrações podemos ver de graça”, Eis a valiosa exclamação da moça.


Ora, ela, a moça que escreveu, mais do que ninguém tem toda razão. As “grandes atrações” da cena atual de Pernambuco tocam de graça todos os anos em grandes eventos produzidos pelo poder púbico. E o calendário é extenso, envolve datas comemorativas, festas. feriados, festivais e eventos políticos (desde que não tenham esse caráter explicito). Então aqui começa onde quero chegar. Sob esses dois aspectos, o do ingresso caro (comparado com de graça, até R$2 é caro) e a vida e as contas do músico. Ora, se a banda só tocar em eventos públicos irá receber dinheiro duas ou três vezes por ano, e ainda com um bom desconto dos impostos, além do prazo indeterminado para o recebimento. E se os conjuntos forem fazer outros shows têm que cobrar R$ 10 de ingresso, no máximo.


Ai mora o primeiro problema. A ditadura do dinheiro público. Em Pernambuco bandas só gravam discos com auxilio de dinheiro público, editais da Fundação de Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Prefeitura do Recife (CIC), entre outros. E não falo só de discos, esse dinheiro também sempre bancou turnês pelo Brasil ou pelo exterior de “grandes artistas” e também a gravação de clipes e realização de eventos como o Abril Pro Rock (esse ai, nesse ano está chorando porque vai receber apenas R$ 300 mil do Estado. Coitado).


E agora José? Quem não entra na fila do dinheiro público como faz? Um amigo, me falou que dessas bandas nenhuma é de Pernambuco. Eu respondi, calma amigo, mas escutei seus argumentos: A Nação Zumbi, faz tempo que não mora por aqui; Mombojó e China, já foram pra SP voltaram, foram de novo e hoje só sobrevivem por conta do Del Rei (projeto paralelo das duas bandas); o Bonsucesso, hoje é formado só por Roger Mam, o resto da turma ou mora pelos lados de lá, ou vão se juntar só pra fazer esse show; Dj Dolores e Naná, nem vou dizer nada né, esses são “artistas do mundo”; Otto, hum, a coisa mais fácil é encontrar ele na Conde da Boa Vista, pelo amor de Barrabás, faz tempo que não mora em PE; as únicas atrações que podemos chamar de Pernambucanas mesmo são o Eddie e o Maracatu Piaba de Ouro, até porque a Globo não é doida de fazer um festival de musica pernambucana sem maracatu, o que Ariano Suassuna iria dizer?


Então, está aí o resumo da ópera: As bandas de Pernambuco são cada dia menos daqui, por quê em Pernambuco quem dá dinheiro é o Estado. O Estado demora a pagar e só paga três ou quatro vezes por ano e com atraso. Então, essa turma, migra para o sul e suldeste do país para ver se conseguem comprar um carro popular. As bandas que ficam aqui, só conseguem fazer algo se mendigarem dinheiro público para gravar um disco ou fazer uma turnê. Para, logo em seguida, fazer o mesmo que as bandas antes citadas, ir embora. Pois aqui, o público não paga mais do que R$ 10 em ingresso para ver ninguém, já que podem ver todos de graça duas ou três vezes por ano.


Entendeu, que beleza é o nosso mercado fonográfico?

Salve, salve o quintal da Mãe Fundarpe!!!


Bom festival para quem for!

Não vou me alongar, ainda tinha um bocado de coisa pra falar sobre isso. Mas esta sexta-feira está linda, em Olinda, e minha lata de Pitú já deve estar gelada.

Até!

Cadê teu censo e senso de humor?

quarta-feira, 25 de março de 2009

O Amor em Tempos de Poligamia


Então,

Como já faz algum tempo que não atualizo esse negócio, vou postar um pequeno conto escrito a partir de algumas doses e tragos em bebidas e cigarros vários.

Dá-lhe!!!!

O tempo sempre demora a passar enquanto Estevão escreve”. Pensava Inês, às 17h, dirigindo seu carro – “seu” é maneira de dizer, Inês dirige um automóvel bastante bonito adquirido recentemente por sua mãe – cortando a Avenida Domingos Ferreira, numa velocidade moderada, para ela, a mais de 80 Km/h. Pensamentos assim sempre lhe vinham muito repentinamente, e com isso acreditava estar sempre, através de pensamentos, em contato com ele.


Estevão, um estudante do curso de Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco, bastante dedicado aos livros e ao curso superior. Inclusive, de acordo com seu bel prazer, acreditava gozar de algum tipo de status por cursar aquele curso, naquela instituição.* Lá, onde, por circunstancia das farras e das drogas, conheceu Inês, sua namorada.

Naquela tarde, ela estava a caminho de seu terapeuta, com uma leve sensação de felicidade proporcionada pela romântica manhã com ele em seu apartamento. Ele morava com mais dois amigos, em um aconchegante apartamento, alugado, no mesmo bairro em que está localizada a Universidade. Eis que em apenas 17 segundos algo muda na fisionomia dela. O telefone toca. Na tela, um rosto, velho conhecido:

- Fala homem, como é que tu estás?
- Bem e você?
- Tudo em paz. Conta às novas?
- Acabei de pensar em você agora. Então resolvi ligar. Fiz mal?
- Não, sempre é bom pensar em alguém com boas energias, faz bem para os dois.
- É e ainda mais quando a gente vê essa outra pessoa.
- Ver. Tais me vendo como?
- Te vi agora passando aqui no shopping, você esta ou não no shopping?
- Estou. Mas acabei de entrar. Ainda nem desci do carro.
- (risos) Eu sei. Estava entrando a pé, quando te vi passar no carro. O teu carro eu conheço de longe.
- (ela também ri) Sim e você vai para onde?
- Vim aqui comprar uma "onda" e vou pra casa. Estava aqui perto e to precisando comprar.
- Então, te dou uma carona de volta para Olinda. Também vou fazer uma coisinha bem rapidinha e vou voltar pra casa.
- Ta. Te encontro no estacionamento, onde acabei de te ver estacionando o carro.
- Ta, quem chegar primeiro liga para o outro.
- Beijo.
- Até.

Nessa hora, o coração de Inês está frugalmente palpitando. Ela sente o pudor se esvair junto com o cheiro do seu perfume, sugado pelo movimento de abrir e fechar da porta eletrônica da entrada do shopping.

- Estou aqui já.
- Eu também já saí do shopping, em um minuto estou ai. Beijo.

O telefone de Estevão toca.

- Diga lá Inês!
- Só liguei pra dizer que está tudo bem, e eu estou indo para casa. Vai demorar muito escrevendo ainda?

- Sim, Creio que só termine por volta das 22h ou 23h da noite.
- Ta certo. – Nessa hora, Inês não resiste às caricias feitas por ele, o outro, em sua pélvis. E solta um fragoso sorriso.

- Aconteceu alguma coisa?

Pergunta Estevão, como reação a risada e a alegria repentina da namorada.

- Não, só liguei para dizer que já saí da terapia e estou indo para casa. Beijo. (mais uma reação sonora indiscreta)

- Ta. O quê? Tudo bem. Até mais ver.

Estevão não gostava de falar ao telefone, e também detestava ser interrompido enquanto escrevia. Passava várias horas de fronte para o computador digitando suas idéias e ideais. Voltando para casa, com um semblante característico das mulheres que traem. Inês sente algo. Quis disfarçar que era culpa. Mas depois sorriu. Olhou-se no espelho retrovisor, e viu no próprio rosto a fidedigna imagem de uma adultera. E pensou:

- Como ainda faço coisas assim com o Estevão.
- Inês estava diferente ao telefone. (Pensa no intervalo entre um trago e outro no cigarro Marlboro Light)
- Se aquele homem me deixar acho que eu morro.
- E se Inês estivesse me traindo naquele momento? Quem sabe, com alguém que eu conheço. Talvez até amigo ou algum conhecido.
- Não sei como ainda faço essas coisas. Essa foi à última vez. Prometo pra mim mesma.
- Isso (falava alto).
- Sim, isso mesmo. A mulher trai. Toda mulher trai. (pensava debruçado sobre o computador e compulsivamente digitando e tragando com voracidade o Light).
- Ela sente, nesse instante, uma pena de si mesma. Agora ela está sendo só remorsos e sua alma gargalha. Suas pernas fraquejam enquanto ela lê o texto. (ele está quase ensopando o teclado de saliva. E não para de escrever por um segundo).
- É isso mesmo. Ela quase chora. Chega seu olho a lacrimejar. (ele está em transe. Mas não para de escrever. E seu humor se altera a cada segundo. Ele sente fulgores e está se contorcendo para não queimar o próprio lábio com a brasa do cigarro).

Antes de dormir, ela, feliz, nem poderia se imaginar traindo ele. Pensa numa bela poesia e envia, através de uma mensagem de sms, todo seu amor para a telinha arranhada do celular dele.
Ele, já com os olhos rasos de sono e de ejaculação criativa: Lê, dá um sorriso, seus lábios doem, estão frágeis. Vira-se e dorme.
Chora Cavaco!!!!!
Abre as pernas ou abre o jogo, por que esse filme eu já vi!
Iiiiihhhh!!!!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Pequena demonstração do que seria jornalismo.


Se tem alguém que acredita fazer jornalismo sério nesse país, deveria ver esse singelo exemplo. Falar com clareza daquilo que para muitos precisa ser camuflado. Nesse jogo de padrinhos, ainda bem que podemos ver, pelo menos às 23h e tantas da noite uma opinião que podemos levar a sério.


Saca aí!!!!


Arnaldo Jabor falando sobre os problemas da educação brasileira. Clique abaixo!!!!





Gostaria de pôr direto aqui no espaço do brogui, mas não consigo fazer isso. É demais pra minha intimidade com a tecnologia da informática.


Até!!!


Chora Cavaco!!!!!



Chora Vereador!!!!

quarta-feira, 18 de março de 2009

O mesmo e o novo.


Hoje, vendo um video de uma entrevista com Nelson Rodrigues feita por Otto Lara Resende, fui acometido por uma nuvem de duvidas que me deixou um pouco intrigado. Na ocasião, Nelson Rodrigues dizia que não tinha medo de morrer, mas sentiu um enorme medo quando pensou estar em seu leito de morte, o medo da aura da mesmice, que coloca todos os homens no mesmo saco na hora da morte. E ele detestava ser igualado aos ignorantes, aos fracos e aos flamenguistas. Dizia ele, que sentia todo o pavor da aura da mesmice se aproximar e aquilo lhe deixava em pânico. Agora, aqui estou eu pensando que realmente é uma luta bastante recorrente a das pessoas entre ser reconhecidas como elas mesmas e também parecer diferente aos olhos dos outros. E eu, bem como nosso saudoso Nelson Rodrigues, detesto ser posto no mesmo saco desses merdinhas e ainda acrescento mais alguns, mas isso é papo pra outro dia.



É fato, todos queremos ser diferentes, mas para isso buscamos a igualdade em alguém, ou em algum grupo de pessoas ou quem sabe em outras coisas, drogas, várias drogas no mesmo dia, na mesma hora. Não sei, são muitas as opções. Mas o que quero dizer aqui é que assim como Nelson Rodrigues tem medo da mesmice eu tenho medo do mesmo. Não o mesmo no sentido de ser eu a mesma coisa sempre, mas de o fato de o mesmo ser eu. Digo assim, de ser eu mesmo que o outro, ou que aquele seja o mesmo que eu. Ser igual. Ou pelo menos assemelhar-me demais aos outros. Digo que isso é uma grande e cruel deficiência da minha pessoa. Por que, creio eu, que hoje, a mesmice é uma virtude nas pessoas. As mulheres procuram os mesmos homens, ou metro sexuais ou cafuçus, mas sempre os mesmos. Por sua vez, os rapaziada descolada quer sempre as mesmas mulheres, do mesmo jeito, da mesma forma, nos mesmos lugares. E eu que não gosto de ser mesmo, vejo, me embriago e até acho graça, às vezes.



Mas tá limpeza, na verdade escrevi isso para me senti melhor. Desde a primeira postagem deste broogui deixei claro que não estou disposto a salvar o mundo mesmo. Se depender de mim, os executivos da AIG se explodão, bem como os mísseis chineses junto com Sidny, a cerveja kaiser e o Hollywood do azul. Até!




Chora cavaco!!!



“O novo está nas verdades escondidas em um passado que eu não conheci”


Biu Salazar.


Cai matando, tem bêbo ai??????

terça-feira, 17 de março de 2009

Passarinho que come pedra sabe o cú que tem!


Caro leitor(a), e passarinhos do meu Brasil. Por que estou nos colocando nesse reino fundamental das aves. Simples: A nossa grandissíssima e famigerada inércia. Não que os passarinhos sejam inertes, mas nas circunstãncias atuais, nós podemos fazer perfeitamente uma analogia direta com esse hábito desses animaizinhos e a nossa vida. Em todos os níveis da sociedade o camburão do poder, camuflado de perua verde, refaz, quase que diariamente, a rotina de nos transformar em parte menos integrante da nossa digna e despropositada existência.



Tudo bem, pode-se, agora, chamar-me de pessimista ou de idealista demais, mas o meu cursinho preparatório para a vida de sonhos e desencantos está em dia, e futuramente meus dias na mesma repartição, com as mesmas funções desempenhadas, pelos memos incompetentes, que perderam dias e noites debruçados sobre livros e apostilas, será uma dádiva divina me oferecida pelo Grande Irmão do Funcionalismo Público. Isso mesmo, irei mamar nas tetas do nosso glorioso Estado. Isso, nosso futuro será brilhante!!!! Mas o leite dessas tetas, tem o gosto amargo da irrelevância que estou agora reconhecendo no meu reflexo do futuro.



Demóstenes Torres, alguém por ai tem algum motivo para fazer, assim por cima, qualquer relação com esse nome à sua vida. Eu tenho! Esse camarada é senador da República, pelo estado de Goiás, e na forma de substitutivo, votou às pressas, sob a alcunha de regime de urgência, uma proposta que veta o meu direito de ter, no momento da minha prisão, uma cela especial, por ser bacharel. Agora, se estão me perguntando se estou preocupado com o momento de prisão, lhes digo que não, mas com a falta de influencia que tenho eu, nas decisões que são relativas aos meus direitos.



Porque vejam só vocês. Minha garantia, Demostenes Torres, do DEMo-GO, quer acabar com o direito de todos, ou melhor quase todos. O texto do projeto de lei aprovado, exclui do benefício as pessoas com curso superior, padres, pastores, bispos evangélicos e pais de santo, além de cidadãos com títulos recebidos pela prestação de relevantes serviços ao Estado e agora restringe o direito apenas a parlamentares e autoridades federais. Hum, muito boa essa, não acham? Acabou com o meu direito, mas o dele não. Filho da Pu... E o pior de tudo, na cabeça dessa jóia da política brasileira, essa medida tem a intenção de reduzir a população carcerária brasileira, que hoje passa de 450 mil pessoas. Ora, o que ele deve estar pensando, se tirarmos os dieitos dessa cambada eles não vão cometer crimes, porque eles só cometem crimes pois têm o direito à celas especiais, e assim, quando deixarem de cometerem crimes a população carcerária diminui!



Um gênio, meu caro DEMOstenes. Mas é assim, “passarinho que come pedra sabe o cú que tem” a gente aqui vai ficando assim, sem fazer nada, comendo uma pedrinha aqui, outra por ali, apreciando todo esse cenário maravilhoso de medidas provisórias, regime de urgência. A imprensa finge que dá a notícia e a gente faz que sabe das coisas. De dois em dois anos eu tenho um ou dois dias a mais no ano para me embriagar na praia, enquanto alguns vão às urnas fazer valer o seu direito de fazer nada. E assim vamos nós. E sim, outra coisa, que pedra você gosta mais? Crack?


Chora cavaco


Cadê teu censo e senso de humor? Tá na China?

quinta-feira, 12 de março de 2009

Parabéns Recife e Olinda as melhores cidades do mundo!!!!!




Se você estranhou o título, essa é a intenção. O negócio é que Recife e Olinda são duas cidades coirmãs e tem algumas coisas em comum. Uma delas entrou em difusão em minha cabeça ao ouvir um amigo dizer que nós, que vivemos por aqui, temos complexo de inferioridade. Na ocasião, o tampa de crush, falava da nossa insatisfação com a cobertura da imprensa nacional sobre a campanha incontestável do Sport Clube do Recife, na Copa Libertadores da América.


Tudo bem, estamos insatisfeitos e isso é fato. Mas, peraí. O Glorioso Leão do Nordeste é a única equipe no Brasil que disputa competições de âmbito nacional e internacional e está invicta. Além disso, É o time de melhor aproveitamento do ano NO MUNDO, NA GALÁXIA, com 96%, em 16 jogos, 15 vitórias e um empate. Então me diga, meu caro: Caso essa campanha fosse do flamengo, do Corinthians, do grêmio, ou até mesmo de outro clube de outro lugar do país, isso era motivo pra um esporte espetacular especial, pode anotar ai.
Mas, o que acontece é o seguinte: Não se trata, nesse caso, de complexo de inferioridade, mas sim de justiça. Até por que, creio eu, que os Recifenses e Olindenses são acometidos, na verdade, de uma estrondosa MEGALOMANIA. Veja só você: Temos aqui (ou pelo menos dizem aqui que é) o maior shopping Center da América Latina. O Sport tem a loja de material esportivo licenciado do clube, que só perde, em tamanho, para a do Clube Barcelona, no mundo inteiro. Além de ter (antes de cair) o maior mastro das Américas. Olinda é patrimônio histórico da humanidade, além de os dois municípios divulgarem, que aqui se faz o MELHOR CARNAVAL DO MUNDO! Fora isso, no mesmo período de Momo, em Recife, sai o MAIOR BLOCO CARNAVALESCO DE RUA DO MUNDO, O GALO DA MADRUGADA.



Então, se você parar um pouco pra pensar. Quer dizer, não precisa nem parar. Vai ver que para duas cidades localizadas numa das regiões mais sem planejamento do Brasil (O Recife nos anos 90 foi considerada a 4º pior capital do mundo para se viver), um país subdesenvolvido (com roupa de desenvolvimento), na América Latina, onde as ditaduras arrasaram vários países e hoje muitos desses são comandados por partidos de extrema esquerda, ainda tem não sei o quê maior da América, não sei o quê lá, maior do mundo, outra coisa maior da galáxia. Quer dizer são uns megalomaníacos esses habitantes dessas cidades. Mas tudo bem, o que importa. O negócio que a turma gosta é de fuleragem, cretinice, sodomia e maloqueragem rapai. Hehehehe Parabéns Recife pelos seus 472 anos, e Olinda 474!


Dé-lhe!


Chora cavaco, Deus Perdoa. Ciro não!


Iiiiiiiiiiiiiiiiiiihhhhhhhhhh!!!!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Bola Preta na parada! Fuleragem organizada ignorando tudo que o Word quer corrigir.

Pega essa caçapa aí! Feliz dia das Mulheres!!!!!! Iiiiihhhhh!!!!!!
A primeira coisa que vou escrever nesse blog é pra provar que não tenho compromisso com nada aqui. Quem quiser algo sério vá no blogui do Jamildo. Pega essa caçapa ai ó? Essa galega representa a mulher mais comum das ruas do Recife. Quem mora por aqui, ta ligado como dessas daí tem até no palácio dos Manguinhos. Um dia desses li, em algum artigo sobre o famigerado dia das MOÇAS, um texto que tratava da diferença entre a mulher casada, a solteira e a divorciada. Nem lembro o que disseram das outras, mas me apeguei ao que falseteou a solteira: “As mulheres hoje são independentes. Ficam com quem quiser, do jeito que quiser, e onde quiser. Quem deve está adorando isso são os homens!”


Muito sensata essa moça, não acham? (tem alguém ai?). Pois é. Os homens estão achando uma beleza a independência das mulheres. Agora, o cara pra pegar a nêga, nem precisa de muita coisa. Ela hoje, tem carro, tem grana, tem vontade, o orgasmo ta liberado, e outra a concorrência é grande vi! E o moço ainda corre o risco de pegar a amiga dela. Porque o bom não deve ser comer a banana ouro ou a prata, nem mesmo a comprida, deve ser saber a diferença de cada gosto. IIhhhh!!!! É assim mesmo. Só tem alma! Olha pro céu meu amor...Daqui a pouco é São João. E tomo milho!!!!!!


Outra coisa muito instrutiva que vi nesse dia das mija sentada (peguei pesado? Desculpe, na próxima mostro à Maria da Penha antes de postar) O Vaticano, o antro de virgens e putas arrependidas divulgou, em nota, que a máquina de lavar teria sido mais importante para a libertação da mulher do que a pílula. “pare de tomar a pílula, por que ela não deixa o nosso filho nascer” E se antes de nascer, abortar? Tome excomunhão na cabeça! Na cabeça, no pé ou na alma? Isso mesmo, alguém pode me responder onde é que a excomunhão agride?

Parabéns as mulheres pelo dia de glória, sem vocês eu não seria ninguém. Ou alguém com a mão cheia de calos!!!!! Iiihhhhh!!!!!



Chora Cavaco!


Cadê teu senso ou censo de humor?