quinta-feira, 7 de maio de 2009

Uma reflexão sobre o cigarro (Ode aos fumantes)



Opa!!!

Direto ao assunto. Hoje não tem nariz de cera. Alguém aí, dentro da tela, já parou de fumar? Puta merda, que bela sensação a de ser um ex-fumante. É uma beleza você encontrar aquele amigo ex-fumante safado, que sempre te pedia cigarro, mas nunca comprava, e quando você passa dez minutos conversando e não acende o cigarro ele pergunta:

- Parasse de fumar foi?

E o cara quase babando e pulando no pescoço da verdade responde:

- Oxe! Faz é tempo!
- Foi mesmo? Que bom! Desde quando?
- Sabe, nem lembro a última vez que fumei. Acho que faz umas duas semanas.
- Porra! Que massa! É muito melhor visse. A pessoa se sente bem mais disposta.

Pronto. Que beleza de sensação. Acho que a maioria dos fumantes só pára de fumar para ouvir esse tipo de coisa. Ainda dá vontade de responder:

- É mesmo! Estou bem melhor agora!

Mas esses putos desses fumantes safados é que mantêm a indústria do cigarro. Pelo menos essa é a minha teoria. Veja mesmo: o camarada não compra. Só quando vai passar um fim de semana na praia, ou uma festa à noite na casa de alguém, essa jóia rara chega com uma carteira de Hollywood. Isso, quando não é o fumante safado metido à saudável que compra o light por que é mais “fraco”. E o pior é que eles não entendem que os fumantes verdadeiros não vivem sem cigarro. Bem diferente deles, que fumam sei lá por que.

Ai é que reside o meu argumento mais enfático. O verdadeiro fumante, aquele que guarda o último cigarro para a hora de dormir. Que conta quantos cigarros restam quando a carteira já está amassável, e que não consegue negar quando os mendigos (também fumantes de verdade) lhe pedem. Esse fumante se ele parar de fumar não vai ser só um a menos para a indústria do fumo. Mas toda uma rede que ele sustentava. Isso mesmo.

Mas veja só a reviravolta no caso: O fumante-safado vai procurar outra fonte. Ele não vai parar de fumar, não vai. Ele vai criar um vínculo maior de amizade com outro fumante de verdade. Tô dizendo! Vai sim. Pode botar fé! Aposto como um torcedor do Internacional de Porto Alegre apostando numa goleada do seu time contra o Náutico. É certeza. E o pior. Esse outro fumante de verdade vai consumir mais e vai se sentir menos saciado, então aos poucos ele vai fumando mais quando está sozinho e depois não agüentará mais aquele amigo filho da puta.

Está disposta aí a minha linha de raciocínio. Fumantes de verdade, não dêem cigarros, nem “rachem” carteiras (outra tática utilizada pelo safado). Você estará contribuindo para o Ministério da Saúde, e quem sabe assim, essa minha política sendo adotada, daqui a umas 20 anos, o preço dos impostos sobre o cigarro diminua e os fumantes de verdade vão poder morrer em paz.

Dedico esse texto a todos os fumantes de verdade e assino aqui a minha despedida, com um verso:


Levo comigo o gosto do meu último trago e o cheiro que carreguei por 12 anos. Levarei comigo meus costumes e momentos bons e ruins. Assinarei na minha lápide, com espátulas de prazer: Aqui Jaz um fumante de verdade, que desse mal não pôde morrer.”
Biu Salazar.