segunda-feira, 20 de julho de 2009

Uma historinha pra Bernardo!



Estava eu, depois de um dia inteiro de trabalho, brincado com meu filho, às 20h40, no sofá da minha casa. Quando ele começa a apresentar sinais de embriagues por estar acometido de muito sono. Tratando-se do meu filho (quem o conhece sabe do que estou falando), está na hora de dormir!

E para convencê-lo a entrar no quarto e se dispor a escutar uma historinha, tem que ser uma história muito boa. Pois bem!

Resolvi dividi-la (a história) com vocês. Minhas amigas e amigos íntimos que lêem esse monólogo em banda larga (gostei desse termo). Lá vai!

A história do caranguejo que sabia tocar bateria e surfar ao mesmo tempo.!!


- Era uma vez um caranguejo (começo) que todos os dias ia para sua escolinha, de manhã, brincava com os coleguinhas e obedecia a tia.

Ele pergunta:
- E quem eram os animais coleguinhas do caranguejo?

- Era Rodrigo caramujo, o caracol, vários amiguinhos!

A alma:
- E a tia? Quem era?

- Era o tio!

Ele levanta a cabeça (até agora encostada no meu ombro) e pergunta com cara de espanto?

- Era um tio era! Por quê?

- Era o tio Lagostão! Ele é igual ao professor “Girafales” do desenho do Chaves. Só que sendo uma lagosta!
(repondo eu de bate-pronto)

Ele reclina mais a cabeça em mim e solta os braços no ar.

- E depois da escola (prossigo), ele gostava de brincar de tocar bateria. E tocava muito tempo até parar só por motivo: Ele, toda vez que via a praia, tinha muita vontade de surfar.

- Então um dia ele pensou: Vou surfar e tocar bateria ao mesmo tempo! E todos perguntaram: Mas como você vai fazer isso? E ele respondeu: Fácil, tenho oito patas! Com duas eu piso na prancha. Com outras quatro eu toco bateria e com as duas que sobram me equilibro e faço pose. Disse o caranguejo.

- A primeira vez que ele tentou não deu certo. A bateria não cabia em cima da prancha. Então ele fez uma prancha redonda e grande. Mas quando tentou entrar no mar com ela, a bateria se desfez inteira com a força da água. Assim, o caranguejo ficou muito triste.


- Até que um dia, depois de muito praticar e insistir, apareceu para ele a fada feiticeira da música. E ela lhe disse que poderia dar a ele uma bateria mágica. E que com ela ele poderia surfar e tocar bateria ao mesmo tempo.

Cantei uma música: porque todas as historinhas tem que ter uma musiquinha? Se não ele pergunta por que não tem, e nesse tempo ele pode acordar.

Era mais ou menos assim: “Seu caranguejo eu vou lhe dar uma bateria mágica! Uma bateria mágica, mágica...”

- O caranguejo ficou muito feliz e perguntou o que tinha de fazer para conseguir essa bateria mágica. E a fada da música respondeu: “Vou te dar essa bateria e você só vai precisar tocar sua música e ser feliz”. Só basta fazer isso! Perguntou o caranguejo e a fada disse que sim e lhe deu a bateria mágica.

- Assim, o caranguejo pegou aquela bateria e se jogou no mar. E a partir daquele dia, o caranguejo conseguiu surfar, tocar bateria e ser muito feliz!


O Da lama ao caos é o disco que ele mais gosta de ouvir e serve muito bem para ilustrar o texto. Os caras que fizeram esse disco também foram agraciados pela fada no texto citada, e com os louros da dedicação TOTAL, conseguiram se jogar no oceano tocando a música deles e sendo felizes.

Dá-lhe!

20/07/2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A diferença do gay para o fresco!


De volta aqui às coisas menos importantes, gostaria de divagar um pouco sobre algo que entrou em discussão no casamento de um membro da nobre e seleta casta do G8. A diferença do gay para o fresco. Digo logo, que aqui não tenho a menor intenção de transbordar a tigela do machismo. Mas pretendo falar sobre a ótica da razão (a minha lógico).

Pois bem. Para situar a todos, a conversa começou a cerca da opinião de muitos na mesa, e nessa hora pasmem, mulheres, sobre a masculinidade de uma jovem revelação do futebol pernambucano, e jogador do Sport. Meninas diziam que o rapaz era gay pois usava camisas fora dos padrões masculinos normais (não com essas palavras, mas vou por assim para facilitar), e também que era, de certa forma, frágil em campo.

Logo o primeiro foi em defesa do jogador, e por conseqüência do time:
- Eu acho que ele não é bicha. Acho que ele é muito vaidoso. É fresco!

Pronto. Começa ai o que decidi me ater. De fato, acho que no caso do jovem não se trata de uma viadagem mesmo. Creio que seja um caso de frescura, mas aquela frescura que descende do termo Fresco. Sim, pois o fresco é muito diferente do gay. O garoto veio do interior, criado perto da mãe e com poucas amizades, já que muito jovem decidiu se dedicar exclusivamente ao futebol. Outro fator que voga é que muito cedo obteve certo reconhecimento e retorno financeiro e isso pode ter causado certa confusão na cabeça do menino.

Mas de fato ele é excessivamente vaidoso, fato que assegura a presença da frescura. Isso porque o fresco, às vezes, por que eu não boto a mão no fogo por ninguém, não tem excitação por homens ou se mostra claramente afeminado (mudar de voz por exemplo). O fresco na sua cabeça de fresco, crê que aquela estética delicada, extravagante e “moderna” cativa garotas e trás status.

Vou ser mais claro: O português Cristiano Ronaldo, jogador do Real Madrid, é um exemplar de uma lapa de fresco. Camisas apertadas, extravagantes, óculos suspeitos, poses para retratos, farras com modelos e nenhum escândalo de bebedeira ou prostitutas. Olha aí. Cristiano Ronaldo é gay? Isso ninguém diz. Mas o menino de Salgueiro todos querem taxar o cabra de “bicha” (aqui só como efeito de sinonimo).

Pois bem, termino aqui minha linha de raciocínio com uma pergunta. Você minha senhora dona de casa, já comeu um fresco?

Chora cavaco!!!!!

Cadê o teu senso de humor e o teu censo ta bem?

Dá-lhe!