
Pois bem, mais uma vez estou com pouco tempo no computador e paciência para escrever. Segue outra experiência contista para ninguém.
À luz acesa ela pensa, reflete, sussurra. Beijo, abraço, sentidos e ruídos. Ele repete, ela reclama. Silêncio. Um homem grita no outro lado da rua, está bêbado e feliz. Ela senta. Ele, ao lado, transpira e diz:
- Que horas?
- Dez horas, porquê?
Outro beijo. Passaram agora da farmácia Pague Menos, vão seguir pela Avenida Getúlio Vargas até o gosto do açúcar findar. Ela chora, ele lamenta, mas se vai. Mãos, braços, pernas, saliva tudo é um só. Agora, a padaria já virou passado. Na rua ele reluta:
- Que mania!
- Mania, quem é você?
- Te amo!
- Vou dormir.
“Bairro Novo é lindo depois das onze horas da noite”, pensa ele, enquanto a beija já prevendo a volta a pé. A essa altura o vento ainda é brisa e brisa e lívida, mas apaixona.
- Ninguém sabe de nada. Só você!
- Você não sabe de nada! todos sabem. Menos você.
Silêncio.
- Agora!
- já?
Levantam-se e saem. Descem, sorrisos, abraços, beijos, noite. Ele está insólito. Inevitavelmente abalado, sem palavras e rubro ele some.
Ela já está na calçada de casa. É incrível como nesta parte do bairro a luz refletida pela lua estende-se pelos dois lados da avenida.
- Boa noite!
- Até nunca mais!
- Amanhã te ligo!
- Xêro!

Essa história aí eu conheço... "aos bem aventurados de coração e fígado... e quem será a bola da vez?? E se for eu??? O que vão dizer??"
ResponderExcluirE o ônibus??? Se for pau amarelo/varadouro o caso tá de bom tamanho. Agora se for um Rio Doce/CDU ou Rio Doce Piedade... Cuidado!!! Há tempo bastante pra um romance!!!! hihihihihiiiiii